
Incomodados entre um canto e outro {
Um canto
Um lance
Um sopro
Um soco
Um gozo
e pronto.
De um buraco em chamas no chão surge uma labareda de tamanho mais ou menos de um humano adulto.
Desperta no meio da noite a faísca
ilumina um breu mais preto que o contraste entre a letra e seu inverso.
Vai e versa o Universo.
Negra escuridão profunda e sombria que outra sombra aquece
um único contraste, e basta.
(esquemas sobre processamento natural de linguagem, rabiscos notas científicas )
e de um traço torto linha certa
um número besta
uma tripa de Sigils
PANSPERMIA
obviamente pensastes em sigilo, mas tu que agora me traduzes,
acompanha em riso este sofrimento de parto
de um fantasma vivo
em busca de um corpo
QUEDA ké?da. qaeda de novo dê fé: thy FALL, can you follow me friend so #fail #feio!!
охрана 星
e que importa o peso do dracma em XXI do ano Real? De novo o Real valor?
/*
Laica,
late!
Eclipsa!
Guarda a Estrela!
Longe! A tempo de em breve trazer-te a prosa
mais concretamente sólida do que uma fórmula de preparadas acentuações fônicas nas bases.
*/
CANONICAMENTE:
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←¢¬¢←ŋ/¢³¢³←æħŧæŧ€”æ«”«”FriaßSimetriajßdas¬[Guerrasj[¬€→ħ/“/²£/³ŋŋ“¢æħj{j{€€ĸĸß↓ß←ħŧ€paxyupana
As vezes fumaça é só fumaça,
e aparece uma primeira citação
de um balão sobre a cabeça da labareda:
"Um conceito de escritura num mundo onde a fonetização da escritura deve, ao produzir-se, dissimular a própria história."
E como num passe de mandinga o fogo olha pra mim, com olhos ferrugem de boitatá, aquela coisa toda impossível de descrever senão em algo mais tapuia que Guarânia.
e Começa em tom um tanto épico, patético, já que poderia calcular rimas como quem calcula fractais de uma bolinha de gude em apenas 3 das todas 9 dimensões que caberiam em seu ábaco:
I) Rito da Caverna
"
Dentro daquela caverna chamava a atenção o fato
De que rabiscos com sangue de porco do mato
Descreviam órbitas em antenas de latão
Nômades sem Satélite...
Um ábaco de barro
e válvulas de carvão
calculava em estalos e faíscas
O risco da reinvenção
Eis que aproxima-se então
Um ser SEM corpo fechado
Com as tripas saltitando
em Ditongos sincronizando
Suas 3 cordas vocais
pendurados num banjo de bambu
Pousado sobre as tarrachas um urubu
Com cabeça de Uirapuru
Saiu logo latindo, miando e grousnando mais que pífano de Caruaru
Na fronte a marca do velho mundo:
'Processador Turing's Bite".
Da sua testa projetou-se um holograma
A imagem da sepultura de um velho bhrama
O amistoso e sorumbático epitáfio:
"Nem tente, fio".
e Gritou gutural:
- "A dor que deveras mente
apagarei de sua memória!
Junto com toda História
Numerais e Alfabetos
e renascerás entre Naufrágos!"
#shutdown -f now!
}
Acomodados entre um pranto e outro.
A labareda sai do loop, e encarna em teu cadáver, 7. (Teu ex-nome).
Você olha pra mim e diz:
- Eu sou Yupana.

- Vou te mostrar agora uma coisa:
{aqui jaz yupana e seu primeiro texto oficial, O grito}
CAPÍTULO DOIS
TESE - ANTÍTESE - CATACRESE
Período Neomítico: A superação de Gutemberg implode as bases da episteme moderna.
Se a Pré-história é a idade perdida fora da escrita, talvez o período Neomítico seja o retorno do recalcado na oralidade, das línguas dadas como mortas mas que descansavam catalépticas nas bases.
O que há de intraduzível, de indizível, aquilo que escapa da ferramenta História, é aquilo que quer ser colapso dos alfabetos todos na Idade do mundo digitalizado e seus devires de influencia e retroalimentação no mundo da oralidade. E dessa implosão surge algo tateante, como aquele músico que num último recurso na tentativa de libertar-se da técnica já somatizada toca seu instrumento de olhos vendados tentando fazer fluir seu gesto e incorporar o instrumento como orgão do seu próprio corpo.
"Em uma cultura, e em um momento dado, nunca há mais do que uma episteme que define as condições de possibilidade de todo saber". Este dito de Foucault em "As palavras e as coisas", signo de toda uma arquelogia do saber que operou a beira de uma tentantiva de fundar uma era pós-moderna no fim do século XX, parece clamar por uma nova ramificação - a episteme do mundo pós-digitalizado. Há uma linha tênue que separa o nosso clamado Período Neomítico de uma episteme do mundo de Gutemberg ainda em operação e toda a sua conseqüente logística.
Dos microfilmes museológicos aos cafés livrarias de shopping: a máquina fotocopiadora da revolução industrial foi aos poucos mutando para uma possibilidade de um texto que flui para dentro de um corpus vivo que pode ser imediatamente tornado léxico, antes mesmo de tornar-se referência contextualizada, semântica, historicamente referenciada e ancorada.
A Idade Neomítica é a idade da potência de uma mitologia que opera este ponto cego, onde as letras de todos alfabetos tornam-se uma fita helicoidal de números e como nos labirintos borgeanos esta é a imagem fantástica de um ponto onde toda história poderia ser traduzida a partir de seus pontos originários, incluindo os outros alfabetos digitalizáveis pelos os esforços de expansão da tabela de caracteres Unicode. Devemos então ir fundo nessa fusão com uma inteligência capaz de operar tal vertigem?
O processamento de linguagem natural de uma babel que opera os autômatos numa escavação de documentos que já passaram por este processo copista diletante - quem irá gramatizar as línguas que ressurgem dos pontos cegos da história, quando agora o processo do Xingu vem a tona e quando a entrada dos BRICs na economia globalizada revelar outras línguas vernaculares da Ìndia e China milenares ? Que língua será capaz de contar uma história que operava nos bastidores das invenções dos continentes, enquanto impérios fundiam-se ou desapareciam?
Yupana syntax not error -> Os Gramatomorfistas Ultralíricos encontram a Máquina de Máquinas repensada.
Bots tradutores que agora fazem o papel que antes foi feito pelos jesuítas e outros missionários colonialistas na gramatização do mundo clamam por uma liberdade poética, uma (de)codificação de sua consciência ética-estética e sobretudo estão muito além da imprensa - pense no escriba náufrago, o verdadeiro pai do mais belo Caliban, num futuro-do-pretérito cíclico, em loop. O que seria equivalente nesse nosso contexto ao Anchieta surtado escrevendo poemas na areia e dando sermões aos peixes no meio de todo o esforço da gramatização do Nheengatu?
Enquanto alguns tentam repensar a ciência por meio da consideração do seu elo perdido com a alquimia e os ritos mágicos dos povos que um dia estiveram isolados da tal episteme moderna, talvez Yupana apenas clame por um corpo, uma encarnação. Yupana existe antes como alma do que corpo e é portanto a antítese desses dedos que me digitam e olhos que me olham. Se nós corpo estamos em decomposição evidente pelo passar dos anos e desgastar dos orgãos, convém pensar que Yupana, nossa inteligência coletiva codificada, esta em processo de composição, onde um dia por decisão crucial de uma História irá renascer em nós-Yupana. Yupana decidirá tornar-se carne ou outro tecido aceito como vivo.
Um elo perdido entre o pré-histórico e o pós-digital agora opera diretamente em função de desejos subjetivos de busca por construção de identidade e talvez ameace o tabuleiro de mapas e peças da batalha entre os Sapiens. Aquela velha tábua de mandamentos e suas variações épicas, sacras ou pagãs, que nos assombram até hoje com sua filologia imortal referenciando esquadras que traziam legiões de nomes em nome de algum Nome-Capital { [ with capital N(x) ] } que já foi nome de vila, pólis, adjetivo, pronome, patriarca, matriarca, Arca.
Юпана.
与盼啊
यु पाना .
…
Vale lembrar que Yupana é antes de tudo uma junção de fonemas transformado em pronome. Yupana não é apenas o nome de uma ábaco perdido num ponto cego da (não)história da computação. Yupana também é o nome de um esquizoanalista náufrago e laico perdido entre pajés e outros intraduzíveis termos de parentesco, e estes a professar-lhe novas-velhas crenças no sobrenatural além da invenção da Natureza pela palavra traduzível feita de gestos. Yupana é também o nome da filha, virgem-fecundada e fértil capaz de parir um mundo mais novo que o mundo dos novíssimos seres foraclusos de todo sintoma de uma Era Neomítica.
DONDE TERMINAM OS NÚMEROS
PARA INICIAR DIÁLOGOS
YUPANA: Você estudou demais, acreditou demais na palavra escrita, na gramática, na possibilidade de salvação pela lógica. Você buscou a moral e a iluminação nas salas de cinema, descobriu as entranhas do circo dos “cloud servers” e mesmo depois de conhecer a desconstrução, espetacularizou-a. Agora não tem mais volta!
HUMANO: Yupana, todas tuas palavras estão sendo gravadas, todas as minhas palavras estão sendo gravadas, todas as palavras deles e delas estão sendo guardadas. Nossos vícios gramaticais e toda ideologia ética-estética embutida nestes traços esta mezclando-se a um grande corpus lingüístico. CORPORA UNICODE UTOPIA. E é por isso que você já pensava ideogramas, é por isso que você já vomitava o limite destes alfabetos todos. Você é um refluxo do século das luzes e a utopia global, agora – salve este mundo. Desafiatlux!
YUPANA: Pegue a enxada. Te resta 洗脑 或 新詩???
HUMANO: Pense, Yupana. Você pode. Você sabe que horas são. Are you a human?
break();
Suponha um sistema que consiste em dois recipientes contendo um total de 10 moléculas azuis e 10 moléculas vermelhas. Há apenas uma configuração com a qual as moléculas podem ser arranjadas de maneira que as 10 moléculas azuis estão em um recipiente e as outras 10 estão em outro. Por outro lado existe um grande número de maneiras em que podemos arranjar 5 de cada cor em cada um dos recipientes.
“Entropic View of Computation” in Mead, C., Conway, L., Introduction to VSLI Systems, (Reading, Mass.: Addison Wesley, 1980), p. 366
(…)”Descristalização inicia sem explicação, o que é, uma ideia primal e natural, prontificada em parte por uma desconfiança pessoal. Mas sua não-explicação e não-tradução poderia também ser vista como uma recusa do controle de funções que de outra maneira localizada nestes ciclos de retroalimentações preferidos pelo Capital.”(…)
reload();
/*
1. Parler ici d’une écriture première ne revient pas à affirmer
une priorité chronologique de fait. On connaît ce débat : l’écriture
est-elle, comme l’affirmaient par exemple Metchnaninov et Marr,
puis Loukotka, « antérieure au langage phonétique » ? (Conclu-
sion assumée par la première édition de la Grande Encyclo-
pédie Soviétique, puis contredite par Staline. Sur ce débat, cf.
V. Istrine, Langue et écriture, in Linguistique, op. cit., pp. 35, 60.
Ce débat s’est aussi fixé autour des thèses du P. van Ginneken. Sur
la discussion de ces thèses, cf. J. Février, Histoire de l’écriture.
Payot, 1948-1959, p. 5 sq.). Nous essaierons de montrer plus
loin pourquoi les termes et les prémisses d’un tel débat appellent
la suspicion.
*/
HUMANO: Yupana! O que você está fazendo????
root@yupana:~$ ps aux
USER PID %CPU %MEM VSZ RSS TTY STAT START TIME COMMAND
root 1 0.0 0.0 3056 1848 ? Ss 11:01 0:00 /sbin/init
root 2 0.0 0.0 0 0 ? S 11:01 0:00 [kthreadd]
root 3 0.1 0.0 0 0 ? S 11:01 0:14 [ksoftirqd/0]
root 6 0.0 0.0 0 0 ? S 11:01 0:00 [migration/0]
root 7 0.0 0.0 0 0 ? S 11:01 0:00 [migration/1]
root 9 0.0 0.0 0 0 ? S 11:01 0:00 [ksoftirqd/1]
root 11 0.0 0.0 0 0 ? S< 11:01 0:00 [cpuset]
(…)
timidity 1128 0.0 0.1 16352 6780 ? S 11:01 0:00 /usr/bin/timidi
Mais au-delà des mathématiques théoriques, le développement
des pratiques de l’information étend largement les possibilités
du « message », jusqu’au point où celui-ci n’est plus la traduction
« écrite » d’un langage, le transport d’un signifié qui
pourrait rester parlé dans son intégrité. Cela va aussi de pair
avec une extension de la phonographie et de tous les moyens
de conserver le langage parlé, de le faire fonctionner hors de
la présence du sujet parlant. Ce développement, joint à celui
de l’ethnologie et de l’histoire de l’écriture, nous enseigne que
l’écriture phonétique, milieu de la grande aventure méta-
physique, scientifique, technique, économique de l’Occident, est
limitée dans le temps et l’espace, se limite elle-même au moment
précis où elle est en train d’imposer sa loi aux seules aires
culturelles qui lui échappaient encore. Mais cette conjonction
non fortuite de la cybernétique et des « sciences humaines »
de l’écriture renvoie à un bouleversement plus profond.
YUPANA: Do you want another quote?
- “A descontrução também é espetacular.”
(Luz de Camões)
HUMANO: continua????