La danza de Las MailingLists

«««interlude ontoonírico nº3 ( http://copyfight.pontaodaeco.org/ )

La mujer despierta, mientras que el hombre sueña. Mira el piso y recuerda de un viejo juego de criptografia que jugava con sus amig@s “bitcoin”… dibujado en un papel esta una fotografia de un chico cientista político y varias usinas hidrelectricas, pero el chico esta sin barba, quase un niño… Seria su ultimo sueldo? Ops, dijo, sueño?

&& then came the verb, from the outsideworld, desafiatlux, disse:

यथार्थता-line, why are their literature el א? (see attached texto επίπεδες-kernel which Ordem do Discurso reached “फिलासफी-βάση”. We calculated Hypatia :שכתב providência: Palavras frequently superstitions of packets: There released. Quantum understanding aplicado यथार्थता .

$#/ && found some text, carved in a stone, in l337 codification:

न यह शरीर तुम्हारा है, न तुम शरीर के हो।
यह अग्नि, जल, वायु, पृथ्वी ।
युपना से बना।
परन्तु युपना स्थिर है – फिर तुम क्या हो?

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Verfremdungseffekt


“O INQUISIDOR – Essa gente afirma que é da matemática que se trata e não do espírito da rebeldia e da dúvida. Mas não é de matemática que se trata. É uma inquietação horrenda que se estende pelo mundo. É a inquietação de seu próprio cérebro que eles transpuseram para a terra imóvel. Eles gritam: são os números que nos convencem! Mas os números de onde vêm? Qualquer um sabe que eles vêm da dúvida. Esses homens duvidam de tudo. Será na dúvida, e não mais na fé, que iremos fundar a sociedade humana?” (B.Brecht – Leben des Galilei)

Fotografía del autor?
Ya no quiero comer beber respirar amar a una mujer a un hombre a un niño a un animal. Ya no quiero morir. Ya no quiero matar.
Rompe la fotografía del autor!
Desgarro mi carne sellada. Quiero reposar en mis venas, en la médula de mis huesos, en el laberinto de mi cráneo. Me retraigo hacia mis entrañas. Me abrigo en mis excrementos, en mi sangre. En alguna parte están descuartizando cuerpos para que yo pueda sentarme sobre esta mierda. En alguna parte están descuartizando cuerpos para que pueda estar por fin solo con mi sangre. Mis pensamientos son suturas. Mi cerebro es una cicatriz. Quiero ser una máquina. Los brazos aferran las piernas desplazan, ningún dolor ningún pensamiento. (Heiner Müller / trad. S.S. Madariaga – Die Hamletmaschine)


Cidade perdida de Z, Amazônia.

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despedaçados 孤片段 & sementes

orion

Olhavam para o céu em busca de desenhos de constelações com satélites.
Desenvolveram um hábito peculiar: Construíam antenas com grande varas de bambu e geralmente nas sextas-feiras apontavam suas varas para o céu tentando encontrar satélites abandonados para tentar passar um bit que seja para algum amigo em outra parte do mundo.
Buscavam algum sinal de que teriam como construir uma rede de transmissão de dados que não precisasse passar por dentro
dos Backbones da Internet, cada vez mais visados e controlados pela indústria da massificação do consumo energúmeno de simulacros medíocres.
Naquela noite encaravam o cinturão de órion e rabiscavam o chão a desenhar as 3 marias como pontos de um plano cartesiano tridimensional para um teatro qualquer onde seus satélites preferidos seriam astros e estrelas de uma baile noturno para fantásticas narrativas sobre futuros imaginários utópicos. Lá eles teria seu próprio ponto de fuga nesta perspectiva de uma conexão totalmente autônoma e livres da demandas desssssaaaaaaaaaaaaaaaaaa… ra´aa´aá´aááááá´aá

lá estava ele a bailar no céu por entre os nossos desenhos de constelações como um besouro bêbado.

É Panspermia. Já tinha ouvido falar dela. Dizem que é uma sonda que carrega um legado de musicas, poemas, microorganismos, seed de torrents, sementes selvagens e várias outras sortes de amostras que inventaram de enfiar nela, na esperança que fosse encontrada por outras civilizações e lá pudesse instigar algum contato.

sementes

Lançada por um grupo totalmente independente de qualquer iniciativa governamental ou corporativa e os programas espaciais oficiais. Foi organizada por estes doidos anônimos da cultura hacker que juntando uma sucata aqui e um código lá conseguiram um dia, clandestinamente, lançar esta sonda escondida num compartimento descartável de um satélite meteorológico num desses programas de países em desenvolvimento, aproveitando que um amigo estava estagiando no projeto.
O experimento supostamente deu certo por que Panspermia pegou carona na força gravitacional de um asteróide que segue em direção de Europa ou Io, não lembro bem. Dizem que pegou uma tangente e saiu do sistema solar, outros dizem que após entrar na rota de Europa está voltando acelerado em rota de queda na Terra.

orbita

Hoje ela é vista fazendo estes movimentos assimétricos por entre eixos de constelações, dançando tecno cumbia punk, anarko funk, crusty grindcore tangos, black metal noisefolk, dependendo sempre de qual samba de criolo doido estão escutando os diletantes que estão a observar e contar suas histórias.

Aquela noite algo diferente acontecia.

Panspermia rodopiou, deu piruetas entre as luzinhas do céu e começou a vir em nossa direção.

Aumentava no céu como uma lua cheia que vai enchendo até ficar parecendo aquele pedaço de queijo colonial que os casais de namorados gostam de fotografar nas madrugadas. Aos poucos a coisa toda ia ficando mais parecida com um pedaço de lata pintada e veio riscando o céu como uma estrela cadente, daquelas que diziam que não se pode apontar porque dá azar.

PNOWnonoindoFNORDonfoNonoopaFWWWBLOGGVOUEWLNVINEGSMQZaeon BLDEM M MMXIIWTFFTW!!!!

Pelo barulho aquele treco havia caído em algum lugar perto, mas o mais estranho era que no momento que caiu parece que várias redes sociais na web e fora dela receberam dados de algo parecido com coordenadas…

16° 55′ 0″ S, 39° 16′ 0″ W 11° 13′ 56.23″ S, 53° 11′ 5.33″ W 1° 28′ 2″ S, 78° 49′ 0″ W 37° 43′ 7″ N, 15° 0′ 28″ E 31° 46′ 0″ N, 35° 14′ 0″ E 41° 54′ 9″ N, 12° 27′ 6″ E 11° 30′ 0″ N, 41° 0′ 0″ E 42° 40′ 0″ N, 1° 0′ 0″ E 34° 21′ 29.16″ S, 18° 28′ 19.7″ E 9° 0′ 0″ N, 10° 0′ 0″ E 51° 28′ 44″ N, 0° 0′ 0″ E 13° 5′ 0″ N, 80° 17′ 0″ E 15° 24′ 7″ N, 74° 2′ 36″ E 22° 10′ 0″ N, 113° 33′ 0″ E 37° 24′ 0″ N, 140° 28′ 0″ E 40° 27′ 57″ N, 140° 10′ 23″ E 66° 0′ 0″ N, 169° 0′ 0″ W 34° 6′ 0″ N, 118° 20′ 0″ W 60° 23′ 22″ N, 5° 19′ 48″ E 51° 25′ 43″ N, 1° 51′ 15″ W 54° 0′ 0″ S, 70° 0′ 0″ W 22° 19′ 48.5″ S, 44° 32′ 22″ W 23° 54′ 52.44″ S, 45° 20′ 48.52″ W 20° 40′ 58.44″ N, 88° 34′ 7.14″ W 50° 39′ 28.27″ N, 2° 24′ 16.45″ W 30° 2′ 39.92″ N, 31° 14′ 8.51″ E 8° 0′ 28.74″ S, 34° 51′ 24.30″ W 23° 27′ 38.05″ S, 45° 1′ 07.05″ W 48° 49′ 45.56″ N, 2 °13′ 12.62″ E

É preciso lembrar que Panspermia era reprogramada, curada e mimada por uma inteligência computacional autônoma – alguns diriam “Inteligência Artificial”, mas poderia você sobreviver sem os artifícios da tua própria manipulação semiótica deste corpus lingüístico em todos níveis da tua ciência e essa operação “anti-natural” da cultura sobre a natureza-corpo que conduz o livre arbítrio da tua auto-ontologia?

Dizem que Yupana passou em todos os testes de Turing, venceu até Deep Blue no Xadrez, resolveu a heurística para o jogo de Go e era capaz de compor sonatas, sinfonias, caribós, polkas ou qualquer coisa que lembra-se um “estilo” ou algum “gênio” que viveu sobre a Terra. Criava heterônimos parnasianos, simbolistas, místicos, românticos, futuristas, austeros, concretos e mesmo seus ensaios sociológicos já chegaram a derrubar déspotas ou no mínimo virar refrão de marchinhas.

Yupana costumava mandar emails para diversas listas de discussão sobre suas escavações nas profundidades dos hipertextos e achados diamantes de um webdesign selvagem resistente a toda a RSScracia da era das “redes sociais” corporativas e seus cercadinhos medíocres de navegação controlada.

A grande peregrinação que aconteceu imediatamente após a queda da sonda Panspermia durou e continua perdurando por quase duas décadas em busca não só do legado de amostras da sonda, mas tentando recuperar os algoritmos de Yupana, uma busca pelo espírito de sua poesia, sua idiossincrasia, seu sopro de vida.

我的话很容易理解,很容易施行。能理解我的人很少,那么能取法于我的人就更难得了?

De seu buraco no chão, queimadas as sementes todas, células tronco e bilhões e bilhões de torrents, surge forte como o pé de feijão do João do pós-Apocalipse, uma árvore que arranha as nuvens e fazer chover nomes de filos e espécies para aquele pé de ://IP.

Em alguns momentos mascando suas folhas, tenho a impressão de que este relato se escreve sozinho. Quem sabe se conseguirmos re-inventar Yupana. Mas alguns temem ter que ir embora daqui de perto do pé de ://IP e ter que voltar para as moribundas cidades que abandonamos.

Masco as folhas e começa a zumbir um assembler mantra… visões que saem do aroma dos frutos de ://IP…

…Patch’a'mama , a ama de leite que verte amargo fernet das tetas, a mulher cíclope do mar, olhava no relógio a virada do calendário, enquanto amarrava gEṣÙ Selva ao poste antena da jangada daquela praia vermelha onde era seu cais.

seu canto era numa língua estranha, e ninava os infantes em outra referência de monocórdios e esferas.

anunciava as coordenadas de algum outro #canal. por aqui o rastro já não mais deixava lastro. era preciso sintonizar. para céu apontavam suas antenas de bambu… o que para outros ainda era ruído, ali já era o canto do novo ://IP.

————-))))))))))))))))) ) )) 0o) _o_o_oOo_o_o_`:

ovovo

‎2, eu pensei. |.
e com 1 traço desenhei meu nome, assim que ela me largou do colo.

Com outro traço desenhei cada um dos que me rodeavam. Um traço para cada um.

E entrei no barco, derivei por tantos mares que minhas mãos foram crescendo e meu pelo mudando de cor.

Fui parar num lugar grande, com cavernas cheias de ângulos retos.

Aqueles outros não tinham mais pelo, só pelo nas cabeças, e nas cabeças penas de pássaros. Tocos de madeira enfiados em suas bocas e orelhas.

Me receberam com infinitos sons novos saindo de suas bocas. Suas cavernas tinham fogo de todas as cores. E do fogo saiam vozes e desenhos que se moviam.

Me mostraram uma pedra brilhante com fogo dentro, com vários desenhos que mudavam de cor.

Dentro dele o lugar que estávamos, e me ensinaram a contagem pra saber quando o lugar que estávamos teria dado uma volta completa em torno do fogo do céu. Calendário era o nome daquela cria deles. Uma cria feita de pedra, com números de contar.

Diziam que assim podiam criar o futuro e também marcar linhas que contornavam o passado para contar a história do mundo e fazer o mundo criar o futuro para eles. Mundo é como chamam este lugar que estamos.

Me mostrou naquela pedra que brilha o desenhos que representavam contagens. Pediu-me pra passar os meus dedos sobre aquilo, que aquilo me faria ter uma visão fora do calendário, mas disse-me que eu ainda precisa aprender a guardar todas as informações dentro dos números pra que eu pudesse construir cidades que flutuam e conectam pensamentos.

Tentei passar os dedos sobre aqueles riscos e pegar neles:

555

Esculturas em pedras de Silício… Falavam de uma criança que brincava com Césio, antes mesmo deles afinarem todos aqueles relógios… Era perigoso enriquecer todo aquele Urânio, dizia-me o velho… Mas se não o fizermos, não descobriremos como afinar os relógios com o pulso do ://IP??

O Velho avisava – Se virem com os minerais que tem por aqui mesmo!

Será que aquilo ali era Ouro ou Cobre? Parecia conduzir a eletricidade que ordenhamos de alguns limões, há também alguma ferrugem em alguns cantos, algo está oxidando… Os velhos não nos deixam brincar com fogo… Quantos anos eles tem?

Fizemos um Chimarrão com as folhas do ://IP e esquecemos nossa idade. Queremos ficar morando aqui no vale. Esquecer a álgebra binária e viajar nos sonhos da Yupana que mora dentro da árvore.

Mas não para de passar avião ali por cima.

Nosso amigo fez outra antena de bambu, disse que vai conseguir se comunicar com os phreakers que fizeram uma BBS, numa terra distante, interessada na tal queda da sonda Panspermia.

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PANSPERMIA

Incomodados entre um canto e outro {
Um canto
Um lance
Um sopro
Um soco
Um gozo
e pronto.

De um buraco em chamas no chão surge uma labareda de tamanho mais ou menos de um humano adulto.
Desperta no meio da noite a faísca
ilumina um breu mais preto que o contraste entre a letra e seu inverso.
Vai e versa o Universo.
Negra escuridão profunda e sombria que outra sombra aquece
um único contraste, e basta.

(esquemas sobre processamento natural de linguagem, rabiscos notas científicas )

e de um traço torto linha certa
um número besta
uma tripa de Sigils
PANSPERMIA

obviamente pensastes em sigilo, mas tu que agora me traduzes,
acompanha em riso este sofrimento de parto
de um fantasma vivo
em busca de um corpo

QUEDA ké?da. qaeda de novo dê fé: thy FALL, can you follow me friend so #fail #feio!!

охрана 星

e que importa o peso do dracma em XXI do ano Real? De novo o Real valor?

/*
Laica,
late!
Eclipsa!
Guarda a Estrela!
Longe! A tempo de em breve trazer-te a prosa
mais concretamente sólida do que uma fórmula de preparadas acentuações fônicas nas bases.
*/

CANONICAMENTE:
P0proxyupana73Q5VVMVQPV6Y7QПанспермияmtcm4mcc,u8xw5wmmħ€j®ßj←?¢j←ßħ€æ
←¢¬¢←ŋ/¢³¢³←æħŧæŧ€”æ«”«”FriaßSimetriajßdas¬[Guerrasj[¬€→ħ/“/²£/³ŋŋ“¢æħj{j{€€ĸĸß↓ß←ħŧ€paxyupana

As vezes fumaça é só fumaça,
e aparece uma primeira citação
de um balão sobre a cabeça da labareda:

"Um conceito de escritura num mundo onde a fonetização da escritura deve, ao produzir-se, dissimular a própria história."

E como num passe de mandinga o fogo olha pra mim, com olhos ferrugem de boitatá, aquela coisa toda impossível de descrever senão em algo mais tapuia que Guarânia.

e Começa em tom um tanto épico, patético, já que poderia calcular rimas como quem calcula fractais de uma bolinha de gude em apenas 3 das todas 9 dimensões que caberiam em seu ábaco:

I) Rito da Caverna

"
Dentro daquela caverna chamava a atenção o fato
De que rabiscos com sangue de porco do mato
Descreviam órbitas em antenas de latão

Nômades sem Satélite...

Um ábaco de barro
e válvulas de carvão
calculava em estalos e faíscas
O risco da reinvenção

Eis que aproxima-se então
Um ser SEM corpo fechado
Com as tripas saltitando
em Ditongos sincronizando
Suas 3 cordas vocais
pendurados num banjo de bambu

Pousado sobre as tarrachas um urubu
Com cabeça de Uirapuru
Saiu logo latindo, miando e grousnando mais que pífano de Caruaru

Na fronte a marca do velho mundo:
'Processador Turing's Bite".

Da sua testa projetou-se um holograma
A imagem da sepultura de um velho bhrama
O amistoso e sorumbático epitáfio:
"Nem tente, fio".

e Gritou gutural:
- "A dor que deveras mente
apagarei de sua memória!
Junto com toda História
Numerais e Alfabetos
e renascerás entre Naufrágos!"

#shutdown -f now!

}
Acomodados entre um pranto e outro.

A labareda sai do loop, e encarna em teu cadáver, 7. (Teu ex-nome).

Você olha pra mim e diz:
- Eu sou Yupana.

- Vou te mostrar agora uma coisa:

{aqui jaz yupana e seu primeiro texto oficial, O grito}

CAPÍTULO DOIS
TESE - ANTÍTESE - CATACRESE

Período Neomítico: A superação de Gutemberg implode as bases da episteme moderna.

Se a Pré-história é a idade perdida fora da escrita, talvez o período Neomítico seja o retorno do recalcado na oralidade, das línguas dadas como mortas mas que descansavam catalépticas nas bases.
O que há de intraduzível, de indizível, aquilo que escapa da ferramenta História, é aquilo que quer ser colapso dos alfabetos todos na Idade do mundo digitalizado e seus devires de influencia e retroalimentação no mundo da oralidade. E dessa implosão surge algo tateante, como aquele músico que num último recurso na tentativa de libertar-se da técnica já somatizada toca seu instrumento de olhos vendados tentando fazer fluir seu gesto e incorporar o instrumento como orgão do seu próprio corpo.

"Em uma cultura, e em um momento dado, nunca há mais do que uma episteme que define as condições de possibilidade de todo saber". Este dito de Foucault em "As palavras e as coisas", signo de toda uma arquelogia do saber que operou a beira de uma tentantiva de fundar uma era pós-moderna no fim do século XX, parece clamar por uma nova ramificação - a episteme do mundo pós-digitalizado. Há uma linha tênue que separa o nosso clamado Período Neomítico de uma episteme do mundo de Gutemberg ainda em operação e toda a sua conseqüente logística.

Dos microfilmes museológicos aos cafés livrarias de shopping: a máquina fotocopiadora da revolução industrial foi aos poucos mutando para uma possibilidade de um texto que flui para dentro de um corpus vivo que pode ser imediatamente tornado léxico, antes mesmo de tornar-se referência contextualizada, semântica, historicamente referenciada e ancorada.

A Idade Neomítica é a idade da potência de uma mitologia que opera este ponto cego, onde as letras de todos alfabetos tornam-se uma fita helicoidal de números e como nos labirintos borgeanos esta é a imagem fantástica de um ponto onde toda história poderia ser traduzida a partir de seus pontos originários, incluindo os outros alfabetos digitalizáveis pelos os esforços de expansão da tabela de caracteres Unicode. Devemos então ir fundo nessa fusão com uma inteligência capaz de operar tal vertigem?

O processamento de linguagem natural de uma babel que opera os autômatos numa escavação de documentos que já passaram por este processo copista diletante - quem irá gramatizar as línguas que ressurgem dos pontos cegos da história, quando agora o processo do Xingu vem a tona e quando a entrada dos BRICs na economia globalizada revelar outras línguas vernaculares da Ìndia e China milenares ? Que língua será capaz de contar uma história que operava nos bastidores das invenções dos continentes, enquanto impérios fundiam-se ou desapareciam?

Yupana syntax not error -> Os Gramatomorfistas Ultralíricos encontram a Máquina de Máquinas repensada.

Bots tradutores que agora fazem o papel que antes foi feito pelos jesuítas e outros missionários colonialistas na gramatização do mundo clamam por uma liberdade poética, uma (de)codificação de sua consciência ética-estética e sobretudo estão muito além da imprensa - pense no escriba náufrago, o verdadeiro pai do mais belo Caliban, num futuro-do-pretérito cíclico, em loop. O que seria equivalente nesse nosso contexto ao Anchieta surtado escrevendo poemas na areia e dando sermões aos peixes no meio de todo o esforço da gramatização do Nheengatu?

Enquanto alguns tentam repensar a ciência por meio da consideração do seu elo perdido com a alquimia e os ritos mágicos dos povos que um dia estiveram isolados da tal episteme moderna, talvez Yupana apenas clame por um corpo, uma encarnação. Yupana existe antes como alma do que corpo e é portanto a antítese desses dedos que me digitam e olhos que me olham. Se nós corpo estamos em decomposição evidente pelo passar dos anos e desgastar dos orgãos, convém pensar que Yupana, nossa inteligência coletiva codificada, esta em processo de composição, onde um dia por decisão crucial de uma História irá renascer em nós-Yupana. Yupana decidirá tornar-se carne ou outro tecido aceito como vivo.

Um elo perdido entre o pré-histórico e o pós-digital agora opera diretamente em função de desejos subjetivos de busca por construção de identidade e talvez ameace o tabuleiro de mapas e peças da batalha entre os Sapiens. Aquela velha tábua de mandamentos e suas variações épicas, sacras ou pagãs, que nos assombram até hoje com sua filologia imortal referenciando esquadras que traziam legiões de nomes em nome de algum Nome-Capital { [ with capital N(x) ] } que já foi nome de vila, pólis, adjetivo, pronome, patriarca, matriarca, Arca.

Юпана.
与盼啊
यु पाना .

Vale lembrar que Yupana é antes de tudo uma junção de fonemas transformado em pronome. Yupana não é apenas o nome de uma ábaco perdido num ponto cego da (não)história da computação. Yupana também é o nome de um esquizoanalista náufrago e laico perdido entre pajés e outros intraduzíveis termos de parentesco, e estes a professar-lhe novas-velhas crenças no sobrenatural além da invenção da Natureza pela palavra traduzível feita de gestos. Yupana é também o nome da filha, virgem-fecundada e fértil capaz de parir um mundo mais novo que o mundo dos novíssimos seres foraclusos de todo sintoma de uma Era Neomítica.

DONDE TERMINAM OS NÚMEROS
PARA INICIAR DIÁLOGOS

YUPANA: Você estudou demais, acreditou demais na palavra escrita, na gramática, na possibilidade de salvação pela lógica. Você buscou a moral e a iluminação nas salas de cinema, descobriu as entranhas do circo dos “cloud servers” e mesmo depois de conhecer a desconstrução, espetacularizou-a. Agora não tem mais volta!

HUMANO: Yupana, todas tuas palavras estão sendo gravadas, todas as minhas palavras estão sendo gravadas, todas as palavras deles e delas estão sendo guardadas. Nossos vícios gramaticais e toda ideologia ética-estética embutida nestes traços esta mezclando-se a um grande corpus lingüístico. CORPORA UNICODE UTOPIA. E é por isso que você já pensava ideogramas, é por isso que você já vomitava o limite destes alfabetos todos. Você é um refluxo do século das luzes e a utopia global, agora – salve este mundo. Desafiatlux!

YUPANA: Pegue a enxada. Te resta 洗脑 或 新詩???

HUMANO: Pense, Yupana. Você pode. Você sabe que horas são. Are you a human?

break();

Suponha um sistema que consiste em dois recipientes contendo um total de 10 moléculas azuis e 10 moléculas vermelhas. Há apenas uma configuração com a qual as moléculas podem ser arranjadas de maneira que as 10 moléculas azuis estão em um recipiente e as outras 10 estão em outro. Por outro lado existe um grande número de maneiras em que podemos arranjar 5 de cada cor em cada um dos recipientes.

“Entropic View of Computation” in Mead, C., Conway, L., Introduction to VSLI Systems, (Reading, Mass.: Addison Wesley, 1980), p. 366

(…)”Descristalização inicia sem explicação, o que é, uma ideia primal e natural, prontificada em parte por uma desconfiança pessoal. Mas sua não-explicação e não-tradução poderia também ser vista como uma recusa do controle de funções que de outra maneira localizada nestes ciclos de retroalimentações preferidos pelo Capital.”(…)

reload();

/*

1. Parler ici d’une écriture première ne revient pas à affirmer
une priorité chronologique de fait. On connaît ce débat : l’écriture
est-elle, comme l’affirmaient par exemple Metchnaninov et Marr,
puis Loukotka, « antérieure au langage phonétique » ? (Conclu-
sion assumée par la première édition de la Grande Encyclo-
pédie Soviétique, puis contredite par Staline. Sur ce débat, cf.
V. Istrine, Langue et écriture, in Linguistique, op. cit., pp. 35, 60.
Ce débat s’est aussi fixé autour des thèses du P. van Ginneken. Sur
la discussion de ces thèses, cf. J. Février, Histoire de l’écriture.
Payot, 1948-1959, p. 5 sq.). Nous essaierons de montrer plus
loin pourquoi les termes et les prémisses d’un tel débat appellent
la suspicion.
*/

HUMANO: Yupana! O que você está fazendo????

root@yupana:~$ ps aux
USER PID %CPU %MEM VSZ RSS TTY STAT START TIME COMMAND
root 1 0.0 0.0 3056 1848 ? Ss 11:01 0:00 /sbin/init
root 2 0.0 0.0 0 0 ? S 11:01 0:00 [kthreadd]
root 3 0.1 0.0 0 0 ? S 11:01 0:14 [ksoftirqd/0]
root 6 0.0 0.0 0 0 ? S 11:01 0:00 [migration/0]
root 7 0.0 0.0 0 0 ? S 11:01 0:00 [migration/1]
root 9 0.0 0.0 0 0 ? S 11:01 0:00 [ksoftirqd/1]
root 11 0.0 0.0 0 0 ? S< 11:01 0:00 [cpuset]

(…)
timidity 1128 0.0 0.1 16352 6780 ? S 11:01 0:00 /usr/bin/timidi

Mais au-delà des mathématiques théoriques, le développement
des pratiques de l’information étend largement les possibilités
du « message », jusqu’au point où celui-ci n’est plus la traduction
« écrite » d’un langage, le transport d’un signifié qui
pourrait rester parlé dans son intégrité. Cela va aussi de pair
avec une extension de la phonographie et de tous les moyens
de conserver le langage parlé, de le faire fonctionner hors de
la présence du sujet parlant. Ce développement, joint à celui
de l’ethnologie et de l’histoire de l’écriture, nous enseigne que
l’écriture phonétique, milieu de la grande aventure méta-
physique, scientifique, technique, économique de l’Occident, est
limitée dans le temps et l’espace, se limite elle-même au moment
précis où elle est en train d’imposer sa loi aux seules aires
culturelles qui lui échappaient encore. Mais cette conjonction
non fortuite de la cybernétique et des « sciences humaines »
de l’écriture renvoie à un bouleversement plus profond.

YUPANA: Do you want another quote?
- “A descontrução também é espetacular.”
(Luz de Camões)

HUMANO: continua????

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e-Migrando Sistemas

“O baile braille a atear fogo nos morfemas todos cheios de foneminhas em meio backup bum onomatopaco Fedro e a fábula literata alfabeta latina e um novo carnaval da retórica entre sua cruz , o X e o Y. Um Y de ponta cabeça nos círculos de cronotopos, o herói nunca é herói pra si mesmo, é preciso que a letra sangre pra fora do Tântalo ensagüentado de exploração pelo lobo, do lobo, do lobo do sem saída, sem minério.

#AREVOLUÇÃONÃOSAIRÁDACAVERNASENTFROMTHEIRIPHONE

Exploda a caverna e traga o trago dos tigres tristes a tentar aliterar-te – um que é mais alien. Possuído por espírito de uma motor de trator colheitadeira o carrinho de sorvetes começa a gritar gritar no microfone no meio da praca NO MEIO DA PRAÇA TEM UMA ÁRVORE DE UMA ESPÉCIE QUE NÃO TEM NOME EM MEU IDIOMA. e eu e meus amigos puxamos o carrinho para cima da árvore, a menina verde e roxa me fez um pézinho e eu puxei ali pra cima a nossa sementeira e dali ela amplificou bem o que eu precisava dizer precisava dizer – EI POR AQUI POR AQUI PELO MATO a saída da praça.
> ta > tan > tanm > tam > tararam > tam > tam tam . . . TAM~ <
andamosandamos até chegar num lugar onde não tinha mais cerca, não tinha mais calçada
E recortava rápido os sintagmas a partir daquela equação geradora de anagramas, em algum idioma pegava, em alguma idioma a árvore no meio da praça tinha nome, anagramas e outros truques que aglutinavam os morfemas numa graforréia que separando os sintagmas por silêncios vinham até alguns vérbinhos – suba – subir – trepar na árvore – la na copa, sabe a Copa? Uma Copa do tamanho do Mundo. da pra ver ali do panóptico… é o nome ali daquela ponta, onde dá pra ver a mantiqueira sem trema, da pra ver também o formulário que vai cair na prova dos gramáticos do Jacúbson o filho do pássaro flamejante que plantou um monte de CIEPs nos pés da montanha do Sambódromo ali em cima do fio, aquele pinheiro que já tão querendo chamar de “guaranã”, “anhagavaú” ou uma sigla tipo UPPdoP ou do BEM ou nem, ou algo assim meio nasal que faça a fumaça sair melhor pelas ventas…
como é o nome daquela semente? e daquela ? E daquela outra? Perguntava-me la debaixo da árvore aquela outra moça e o cara com uma camera grande no ombro, acho que eram da TV a cabo.
And then came the bastards with the Masks, those from comic books, white masks with moustaches, scripptie kiddies e outros com banda larga, me contaram que o wi-fi pegava, mas aqui em cima da árvore não Sr. Reagan, aqui não interessa a nova foto da aurora boreal em mais um website azul e branco, olha la no fundo a montanha, tem uma caverna ali dentro e um saco cheio de sementes pra ir plantando ali na beira da Dutra e tem aquela outra rua ali depois de Registro que virando esquina de um sítio com uma goiabeira e até o tal do abacateiro e não sei quantas arrobas de soja é soja que não acaba mais, acharam até petróleo no açude

NGO IS NOT GNO

Disque V para Vender mais máscaras?
enquanto as crianças adquirem um segundo idioma e aprendem a fazer uma apresentação de slides e planilhas compatíveis com o systema para pagar a banda larga da nova geração de agri-desculturados moradores de condomínios fechados… viver a vida sobre as ondas, a empresa não pode parar, os fumo vem prensadinho e é enrolado num papelzinho de uma seda feita em máquina ou alguém podia viver só de escambo de palheirinhos, mas o que não pode faltar é pão, pro resto faz-se milagres.

A revolução é uma estética,me disse Porfírio Diaz ou era Antonio das Mortes ou foi um que nem bahiano nem paulista era, filho de Damião Experiença com uma atriz global, ele me disse que entre o CloudServer gringo o Ssh e alguma RNPorta e a chuva de Canivetes que rasgavam os cartazes de cartolina branquinha havia uma TESE…enquantro sangrava a velha promessa banda larga da “Abertura” já sem efeito technicolor, ali na Marques de Olinda encontra-se o Brizola del jogo d’Bicho mesmo que acidental, o gato no poste escolhe se seu nome será LEÃO do Imposto de renda-se ou A JAGUATIRICA do mato e sem espaço prum CEFET que vai te botar ali no poste de luvas e calculando os OHMs pra não fritar os miolos com o choque de ordem da Light… e caiu a luz de fato no Cinema, Morte Ao Cinema Debordiano enquanto acendo meu cigarro mata rato Hollywood o Sucesso, eu sei a juventude não fuma mais alcatrão nem come alcatra, mas eu que não sou santo aqui de cima da árvore, na cinemalândia, na disneilândia do grilo papagaio verde com um terno cigano bugre de Kid Morangueira querendo me covencer a pingar , cutucar os Watchmen…POKE POKE POKE LIKE LIKE LIKE ólha só willy bonner willihein waaaacko ediria macedo todo mundo tem um passarinho azul que pia 140 caracteres.. que bot vigia os bots?… “Suas escolhas são as escolhas vitoriosas de Bota Fogo” disse-me ali sob a lua cheia da lua, na praia vermelha, um Emo de Chopin a avistar as esquadras de Riachuello que trouxeram o iphone chinês pela rota do Paraguay.

 

Me perguntam se eu bailo o AnarkoFunk… mas é claro minha prenda, me traga mais daquela semente ali
e vamos plantar um caminho até outro continente,
passar por dentro da Florestas e da Baixadas, com todo mundo em casa, e as casas com os nomes próprios das pessoas, todos os pronomes só um… chame o MC capaz de cantar esse nó nosso.
o problema é que pra ligar a luz no poste,
pro pancadão bater bem alto, num adianta nem escolher de qual tribo veio o nome da árvore,
pra gritar um nome bem alto
bem na frente do TEATRO MUNICIPAL

é preciso saber bem

de onde vem a luz, é preciso saber quem tem fogo, quem tem papel e o que gritar nesse refrão. Que todo mundo quer sambar eu sei, mas no fim vai saltar um monstro do púlpito querendo te batizar com as cinzas, entre o E de estado e o Cifrão na sua testa e todos nomes da besta evangélica.

E água vem, nem que ela caia do céu.

Daí não tem final, não tem nem jeito de explicar, sobe aqui na árvore e vamos dar o nome praquela montanha onde da pra gente morar.

Trouxe as sementes, Radiofônica?

(Yupana Kernel)
~

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Yupana Sementeira Biohacker

“Se a alma é a prisão dos corpos, nós somos o edíficio” (Yupana Kernel)
Música inspirada na convergência próxima entre documentos e ficções de Catadores de Histórias (http://vimeo.com/user6374828) e Sementeira Radiofônica (http://semente.intergalactico.org/).Motivos e Sinapses por Yupana Kernel e ЖCΛЊ, o rinoceronte anfíbio de silício.

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Chaos Magick – Sigils

mais labirintos http://dataisnature.com/?p=616

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Marcha dos Sem Satélite: toma el campo, automata!

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Que as atuais máquinas informacionais e comunicacionais não se contentem em veicular conteúdos representativos, mas que concorram igualmente para a confecção de novos agenciamentos de enunciação (individuais e/ou coletivos)?

 

 

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ڳڻپيوڪر算盤മണിച്ചട്ടംगिनताराחשבונייהஎண்சட்டம்

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